quinta-feira, 3 de setembro de 2020

O RESGATE DA ENERGIA SOLAR QUASE AO FINAL DOS TEMPOS

Ainda nem haviam erigido a Torre Eifell em Paris quando, durante uma grande exposição um inventor e engenheiro americano então presente, demonstrava a sua magnífica invenção. Aliás; teria sido primordial para o destino da humanidade que poderia aqui chegar hoje sem essas ameaças monstruosas do aquecimento global.

Frank Shuman era o nome da cara que, durante aquele evento fez uma  incrível demonstração do poder da energia solar construindo um pequeno motor que funcionava ao refletir a energia solar  para caixas quadradas cheias de éter, que tem um ponto de ebulição mais baixo do que o da água, e era equipado internamente com tubulações pretas que por sua vez alimentavam um motor a vapor. Bem; ele fez uma mágica na ocasião quando, através do sistema serviu sorvetes para alguns presentes.  Mais para frente, entre 1912 e 1913, Frank Shuman construiu em Maadi, Egito, o que pode ser considerada a primeira usina solar. A ideia era irrigar o deserto com águas do Rio Nilo através de um sistema motriz movido pela energia solar. Pena que durante a Primeira Guerra Mundial o complexo fora totalmente destruído.

De lá para cá tivemos a virada de um século onde o uso dos combustíveis fósseis ganhou o mundo e assim, a poluição envolveu o planeta e dele o fez a maior vítima interferindo em vários segmentos de sua naturalidade. Como resultado, o aquecimento global que hoje afeta por demais as calotas polares. E somemos a isso tudo os desmatamentos por todas as partes, o uso de carvão vegetal e de uma gama de outras práticas nocivas criadas pelo homem com intuito de gerar lucros.

Agora, mais de cem anos depois da proeza do pioneiro Shuman, o mundo volta a olhar a energia solar com a grande saída para novos tempos, sem poluição, com energia renovável entregue a todos nós pelo astro rei.

Oras; que humanidade é a nossa onde os interesses financeiros se sobrepõem à própria existência? Seguimos ainda assim e eu lembro a quem interessar possa que, no nosso país, o nordeste sempre padeceu pela falta de água e de atenção governamental. Quando D. Pedro II criou o projeto da Transposição do Rio São Francisco ele tinha a magnífica visão de que era possível resguardar a região toda e, através dela produzir  muito através do trabalho da gente nordestina. Mas daí veio a Proclamação da República, o país ganhou outro rumo e o projeto da Transposição do São Francisco foi parar no fundo de algum baú.

Quando resgatado, décadas e mais décadas depois, não foi bem visto pelos interesses dos ditos abastados, aqueles que sempre desejaram e seguem desejando que os nordestinos se mandem para São Paulo, porque daí eles tem mão de obra barata, pouco importando se as favelas e a violência vão aumentar. Eles moram em palacetes e coberturas...

Meu caro Frank Shuman esteja você onde estiver saiba; seu pioneirismo chega ao reconhecimento mundial e é sim; a solução mais viável, não poluente e totalmente renovável. Mas saiba também meu caro, que todo aquele que tem uma ideia pratica, barata e sustentável ou é sumariamente abatido pelo poder da guerra ou então; passa a ser comunista. O que os ditos grandes querem sempre é o poder e o lucro. E salve o Sol.


- Pedro Brasil Júnior – 03/09/2020 –

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

É AGRO, É POP, É PAULADA

Assustada com os preços dos alimentos básicos no supermercado minha filha?

Pois então; a inflação está sob controle. Sob controle remoto, porque realmente chegamos a um estágio insuportável para sobreviver num país onde o Agro é Pop e rende bilhões por ano. Felizes os bilionários que mantém o Agro sob seus controles.

Então você vai ao mercado em junho para fazer aquele famoso “rancho” e gasta 450 reais. Em julho você compra as mesmas coisas e gasta 520 pilas. Daí você decide fazer uns ajustes em sua lista de compras e encara agosto cheio de razão para fazer economia.  A paulada vai a 720 reais e lá no caixa você olha pra moça assustado e pergunta:

- Tem certeza que isso daí está certo?

Ela não precisa responder porque você bem que notou que os preços do arroz, do feijão, do trigo, do açúcar, do café, do óleo de soja e de toda a linha de hortifrutigranjeiros dispararam feito estouro de boiada. E da boiada eu nem quero falar sobre o preço da carne...

Ah! Mas o governo aumentou os impostos porque senão quebra. Não é verdade. A questão é que o governo quer arrancar de todas as formas possíveis o dinheiro destinado ao auxílio emergencial. Aqui é e sempre foi assim. Eles te dão com a mão esquerda e te tiram com a direita num piscar de olhos. Somem-se a isso os aumentos nas tarifas de energia elétrica e no consumo da água além é claro; de todos os demais impostos que dançam à nossa volta como se estivéssemos amarrados num tronco, rodeado pelo fogo com uma daquelas antigas tribos de antropófagos comemorando um suculento jantar. Sim; somos o jantar constante dessas víboras que, esfomeadas não nos dão folga. Eles tomam café da manhã, almoçam, fazem lanche e jantam com a gente diuturnamente e ainda arrotam uma estúpida sabedoria aliada a uma incompetência sem precedentes.

Eu aqui, diante do computador, às vezes viajo por estes confins da Internet na busca de verdades explícitas. E encontro legiões de descontentes com toda esta bazófia que nos assola. Não faço viagens sem um bom mapa, uma eficiente bussola e toda a devida programação a fim de se evitar dissabores. Em outras palavras, este cara aqui vai buscar comparativos entre governantes de outrora, alguns já no além e aqueles que estão ai gastando horrores do nosso dinheiro para se defender de suas falcatruas.

Então acabam com o país aproveitando a pandemia. Mas a pandemia é mundial e sabemos que muitos países, mesmo com a crise gerada, já estão prontos para dar a volta por cima sem que seja preciso sacrificar sua gente.

Isto acontece aqui na Terra do Pau Vermelho desde sempre exceto; num período de 13 anos em que, mesmo com os erros de praxe, este país ganhava as alturas e o respeito mundo afora. Podem cair de pau sobre este escriba, mas antes vão rebuscar tudo o que foi feito naqueles 13 anos em relação ao que jamais fora feito antes e muito menos depois.

Então, que paguemos o preço injusto pela escolha paquidérmica de uma maioria cega, inculta e que tiraram suas máscaras de ódio, homofobia, racismo e xenofobia para idolatrar o falastrão. Que paguemos todos juntos o preço da aceitação das notícias inventadas, da deturpação de irmãos brasileiros com sentimento patriótico e dispostos a colocar este gigante adormecido em seu devido lugar.

Paguemos, pois, pelo desemprego absurdo, pelo aumento das favelas, pelo aumento dos sem teto, pelo aumento dos tributos, pelo aumento do alimento que em muitas mesas nem escasso está mais porque não existe.

Paguemos o preço de nossa compra impensada ou de nossa aposta mal feita.

E vamos seguir no compasso divertido do país que é agro e sua gente padece de fome. Porque o agro é pop, o agro é tech, o agro é uma ilusão de Mandrake na terra da cartola vazia.


-Pedro Brasil Júnior – 31/08/2020

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

UM LIVRO ESQUECIDO

Um dia, acidentalmente, esqueci um livro no balcão de uma lanchonete. Voltei ao local, mas o exemplar já havia partido com alguém. Bem; apesar da tristeza pela perda acabei, de certo modo contente por saber que alguém iria ler aquela obra. Ou talvez nem fosse ler, porque muita gente sabe “catar” coisas perdidas ou esquecidas para jogar em algum canto.

Os anos passaram, vieram outros livros, outras histórias e aventuras e grandes nomes da literatura que me ajudaram a aprender muito mais. Depois alguém inventou um interessante projeto do livro esquecido propositalmente, de maneira a incentivar a leitura. De alguma maneira o projeto até funcionou e deve ainda estar conquistando alguns leitores por ai.

Esses dias, depois de tanto tempo, decidi dar uma volta pelo centro de Curitiba com a pura visão de um turista, fotografando alguns lugares tão comuns de minha passagem ao longo dos anos e eis que de repente me deparo com a cena: um verdadeiro livro esquecido no banco da praça.

Não era um livro de papel em brochura e com capa grossa, colorida, chamativo a qualquer passante. Era um livro vivo, com incontáveis páginas repletas de passagens maravilhosas, tristes, angustiantes, sofridas, saudosistas e por ai afora...

Lá estava naquele meio de tarde o homem sentado em sua solidão dividida com os pombos que habitam a praça e ficam à espreita de alguém que derrube do pacote algumas pipocas.

Ali estava com ele e em sua figura uma verdadeira obra, o livro de sua vida, esquecido naquele banco, mas sem permitir que alguém o apanhasse para esmiuçar suas verdades, suas crises, suas dores, seus malabarismos para quem sabe manter uma família e até mesmo as poucas alegrias que possa ter tido lá na juventude.

Um livro velho e esquecido no banco da praça, muito longe de uma campanha , tão distante de todos os olhares que atravessam a praça.

É a lente e os olhos que observam o instante e o captam para sempre. Lá ficou o livro esquecido enquanto a tarde se esvaia. Lá ficaram com ele seus segredos, seus sonhos, seus desejos e suas decepções. E lá fui eu adiante divagando sobre esses livros vivos que atravessam as ruas e as praças, empastados, empacotados, apressados, correndo contra o tempo para chegar a uma estação que nunca aparece.

Somos sim livros que se movem e cujo teor escrevemos um pouco todos os dias, mas o tempo que é implacável em sua passagem é quem dirá, a cada um de nós, se iremos ocupar aquele espaço especial na estante ou ficar esquecido para sempre num desses bancos frios que pouco se importa se a tarde se esvai, se a noite cai e se o amanhecer trará um sol resplandescente uma uma chuva torrente. (Pedro Brasil Junior – 07/08/2017)


segunda-feira, 3 de agosto de 2020

DA TRAGÉDIA DE SER UM ANIMAL RACIONAL

Sou de um tempo quando, na Sexta-Feira Santa as pessoas ficavam reclusas em suas casas, na maior parte do tempo em silêncio e nem o rádio se ligava. Era um verdadeiro culto pela dor alheia, neste caso, pelo sofrimento do Cristo.
A Sexta-Feira Maior, como diziam os antigos, era um dia tão sagrado e santo que, acreditem; os ovos botados por galinhas naquele dia, se guardados fossem, em pouco tempo secavam o seu interior. Minha mãe tinha em casa alguns exemplares desses ovos e até hoje nunca consegui encontrar uma explicação científica para o fato. Ao que presumo, mais do que nunca, o poder do sagrado.
Então os anos foram avançando e os sentimentos mais profundos do ser humano se volatizaram e eis que, neste limiar do Século 21 no encontramos “mais ou menos isolados” pela pandemia, mas acima de tudo, e deixe a pandemia de lado, isolados pelos valores tão sublimes de outrora.
Adentramos num mundo ainda mais violento e segmentado por um ódio jamais visto e jamais praticado por tantos. Nunca e em tempo algum, se presenciou na civilização algo tão inusitado, que só se compara à selvageria daqueles tempos em que os homens ainda eram apenas e tão somente animais sangrentos.
Mas trocadas as gerações, a genética tem demonstrado que certos códigos passam de pai para filho e, sem os devidos cuidados, esses novos indivíduos ressurgem de uma espécie de treva para dissimular o ódio, a violência e saborear com deleite o gosto do sangue.
Nestes dias incrédulos que vivemos, com mais de mil óbitos diários em nossa terra por conta do vírus, presenciamos também um grande descaso por parte de uma legião que não está nem ai para a doença. Fruto do descaso que vem do alto poder, essa gente se diverte com a morte alheia e seguem sorridentes como se fosse uma legião de capetas descontrolados.
Então minha gente, num repente um acidente de proporções enormes e até desnecessário, e digo isto porque faltou à vigilância e as devidas ações, nos apresenta vítimas que ali na estrada ficaram, de certa maneira, expostas aos olhos alheios que com seus celulares filmaram e fotografaram com o simples intuito de mandar para frente as cenas horríveis da dor do outro.
Perdeu-se o respeito, o bom senso e a humanidade. Sorver o sangue alheio como um bando de vampiros que vivem na obscuridade e que desejam massificar esta dor do outro de toda maneira, sem um mínimo de consciência.


Quando eu ou outra pessoa surge falando em bom senso, em humanismo, em equidade, os outros já apanham seus tacapes e investem contra nosso pensamento e vontade de fazer um mundo melhor e mais justo.
Tivemos sim uma tragédia com muitas vítimas fatais e é certo que nesse instante temos outras “gentes” derrubando lágrimas pela dor da irreparável perda. Foi-se com os que perderam suas vidas de forma tão gratuita, os sonhos de toda uma vida e aqui deixam seus tesouros de gente querida que sempre os rodearam e que agora seguirão suas existências carregando o pesado fardo da dor.
Quando se deveria respeitar o cenário de dor e tragédia, legiões de corvos surgiram entre a fumaça para saciar sua sede de dor e de sangue, verdadeiros vampiros masoquistas que nesse instante estão à solta por ai enaltecendo a dor alheia.
E eu lhes digo sem pestanejar: O Cristo foi parar na Cruz não para salvar os homens. Ele foi para a Cruz, virou símbolo e dali regressou ao Pai apenas para lhe dizer que a raça humana é o pior dos animais que habita esta Terra. Acreditem; o Cristo que tantos aguardam retornar, certamente que já passou por aqui inúmeras vezes e, observando nossa medíocre evolução, voltou para casa antes de ganhar uma vez mais uma coroa de espinhos, as chibatadas de praxe e aqueles enormes pregos em seu frágil corpo.
O Cristo pede ainda ao Pai que nos perdoe, mas não porque “não sabemos o que fazemos”, mas porque temos ciência do que fazemos ao outro e consequentemente a Nós mesmos.

- Pedro Brasil Jr – 03/08/2020
 

sexta-feira, 31 de julho de 2020

PROGRAMA TATTI SHOW ESTREIA NESTE DOMINGO PELA REDE CNT DE TELEVISÃO

Com o intuito de divulgar a boa música em seus mais variados estilos, o Programa Tatti Show chega à telinha da Rede CNT com propostas audaciosas de esmiuçar o mundo artístico trazendo para seu conteúdo nomes já consagrados, relembrar com eles grandes sucessos e ainda revelar novos talentos que neste momento encaram os desafios da estrada. 


O programa visa às artes como um todo e desde já é uma grande opção para quem aprecia tudo o que diz respeito ao universo artístico que nos cerca.
Contando com um time de reportes espalhados pelas principais praças do país, o programa trará também matérias interessantes e diferenciadas do contexto comum, tudo para deixar o fim de noite de domingo muito animado. 


Apresentado por Tatti Alenncar o programa vem para aproximar um público que ela considera muito especial e desde já manda a todos aquele seu tradicional beijo com barulho que sempre é uma demonstração de carinho por todos que a seguem nesta atividade sempre desafiadora. 

Programa Tatti Show para todo o Brasil a partir deste  Domingo, 02/08 -  a meia noite pela Rede CNT

quarta-feira, 29 de julho de 2020

O CASTELO DE AREIA

Ao final do último verão ele teve uma ideia: colocar em prática aquele sonho antigo, ainda de menino – construir um castelo de areia enorme, com todos os merecidos detalhes. Escolheu ali na praia um lugar mais isolado, onde pudesse trabalhar em paz, longe dos olhos e da opinião de possíveis curiosos. Começou apanhando água do mar numa garrafa pet com o gargalo cortado e, em incontáveis idas e vindas foi molhando a areia e moldando sua construção. Entre uma latinha de cerveja e outra, com paciência jamais vista, foi erigindo sua obra de arte e, mesmo diante à dança dos ponteiros, não parou um minuto sem que chegasse à conclusão do seu feito. Curioso mesmo apenas a presença de uma gaivota que chegou por perto sorrateira, dando uma espiadela naquela maluquice humana. Depois alçou voo e pegou a distância...

Finalmente, depois de quase quatro horas, seu majestoso castelo estava concluído e desafiando as ondas que certamente, no adentrar da noite iriam invadir aquilo tudo com a mesma força de um exército devastador. Ao se posicionar em pé um pouco afastado, ele sacou do celular para fazer uma boa sequência de fotos e registrar como prova o seu talento de grande arquiteto.

Sabia que todo aquele esforço duraria pouco, mas tinha alguns aliados para o combate. Três siris emergiram de suas tocas na areia ali perto e adentraram a propriedade alheia sem cerimônias. Posicionaram-se entre as ameias daquela fortaleza tão frágil como se fossem soldados audaciosamente corajosos para enfrentar o suposto inimigo. Ele então tratou de registrar em fotos e deixou aqueles novos amigos em paz. Uma olhadela a mais e partiu deixando suas pegadas na areia quente. O verão se despedia em alto estilo e ele certamente que teria memórias fabulosas para encarar as estações vindouras.

De volta para casa em seu carro, às vezes imaginava aquele seu castelo imponente como se fosse o palco dessas histórias medievais que não dispensam os confrontos e os romances ávidos.


Mas também imaginava as pequenas ondas chegando com a maré alta e carregando sem misericórdia toda a sua obra que levara anos para tornar-se uma realidade de menino crescido, idade avançada e sonhos por inteiro.

Já em casa, transportou as fotos para o computador e tratou de dar nas mesmas uma melhorada usando os fantásticos recursos da tecnologia. Seus planos eram espalhar as fotos e mostrar seu grande feito nestas redes sociais que chegam tão distantes.

Surpresa maior quase o derrubou da cadeira. Ao entrar no universo que engloba pessoas de todas as partes envolvidas nos mais diferentes pensares eis que à sua frente surge a foto do seu castelo.

Mas como era possível? – Pensou consigo diante da tela.

Não havia curiosos e ninguém naquele trecho da praia. O entardecer já abraçava a noite. E ele também não havia enviado a foto para alguém.

Então observou uma vez mais com atenção afinal de contas; muita gente adora construir castelos na areia. Mas era o seu castelo, aquele que ficara guarnecido pelos seus amigos siris e que fazia sim certa diferença na paisagem.

Sob a foto então postada por um desconhecido havia um pequeno texto dizendo: “Se você já construiu castelos no ar, não tenha vergonha deles. Estão onde devem estar. Agora; dê-lhes alicerces.” (Henry David Thoreau) – E a pessoa complementava dizendo: “Eis o castelo que deixou as nuvens, os sonhos e se alicerçou bem aqui, desafiando a força e o poder do mar. Minhas vivas ao audacioso e criativo construtor. Seja lá quem você for, saiba, do fundo do coração que sua obra me encheu de emoção. Há mais de 50 anos, quando menino ainda, também construí um castelo assim e quando as ondas o destruíram eu chorei muito, a ponto das lágrimas deixarem marcas na areia ainda seca. Só anos mais tarde é que entendi como a gente constrói uma vida sólida à partir de sonhos tão simples.”

Então ele respirou fundo, os olhos marejados e o coração palpitando de alegria. Ele havia, finalmente, tocado uma alma distante e desconhecida por simplesmente ter regressado no tempo para não deixar no esquecimento o seu sonho tão singelo e tão grandioso.

- Pedro Brasil Jr – 29/07/2020 –