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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

ENVELHECER É UMA ARTE!

No silêncio da noite em frente ao monitor, fico pensando aonde ir neste mundo sem fim. 
A tecnologia nos brinda com as mais variadas possibilidades e de repente, de soslaio, vejo que os ponteiros do relógio avançaram bem mais do que imaginara. Vai ficando tarde, embora a primeira hora do dia esteja para se completar. Relógio me lembra o tempo e este, por razões óbvias, lembra por sua vez o avanço da idade.
De repente a gente se pega mais cansado do que de costume e uma dorzinha aqui e outra ali dão o sinal de que a estrutura física já não é a mesma de outros tempos. Apesar disso, os dedos ainda são ágeis e a gente vai teclando aqui e ali e com o mouse clicando em diferentes pontos até se chegar a alguma estação através dessa viagem rápida em meio a uma pesquisa não definida.
Deparo com uma série de expressões faciais que reúnem desde um bebê até uma senhora bem idosa. É o ciclo da vida, que bem demonstra nossa jornada pela existência e nossas quase imperceptíveis mutações para nós mesmos, é claro. É comum a gente encontrar amigos que não se via há tempos e eles dizerem que a gente envelheceu. Não recordo de alguém ter dito que fiquei mais jovem!
Portanto; envelhecer é uma dádiva! – Porque a idade avança e a experiência se solidifica. Penso aqui, cá com meus botões no contingente de pessoas que se assustam com a idade que avança. Usam todos os recursos possíveis para demonstrar uma juventude que se vai...
Muito bem; a seqüência de expressões a que me refiro é um magnífico trabalho de duas dinamarquesas que decidiram reunir 101 fotografias de 101 homens (e mulheres), sendo que cada foto representa uma faixa etária entre 0 e 100 anos.
Sofia Wraber e Nanna Kreutzmann conseguiram com a maior simplicidade escancarar uma realidade que a todos cerca: envelhecer é o único caminho!
Eu diria então, que envelhecer é uma arte, seja através das fotos, das pinturas ou dos dilemas de cada dia vivido.
O grande segredo, portanto, é simplesmente aceitar e saber envelhecer.
Veja as duas seqüências, entre homens e mulheres no portal http://www.onehundredone.dk/women.html

terça-feira, 8 de novembro de 2011

O FATO DA FOTO

Os amantes da fotografia estão espalhados por todas as partes e deste contingente incontável de admiradores iremos extrair aqueles que são capazes das proezas mais arriscadas para dar um clique e propiciar aos outros olhares uma cena única.
Depois que Joseph Nicéphore Niépce, apresentou ao mundo a primeira fotografia e em seguida foram surgindo as câmeras fotográficas, o mundo jamais poderia ter sido o mesmo e ao longo dos anos, o avanço tecnológico tem proporcionado cada vez mais, resultados esplêndidos através de câmeras avançadas, com recursos tão fantásticos quanto muitas das imagens captadas por suas lentes.
Hoje, quando decidimos adquirir uma câmera, damos início a uma novela quase interminável, já que são centenas de modelos e marcas, cada uma oferecendo os recursos mais atrativos. Independente da escolha de uma boa câmera é sempre bom lembrar que o resultado de uma boa foto se dá ao talento do fotógrafo e não raro, alguns deles conseguem, ainda que com máquinas rudimentares, captar uma cena realmente fantástica.
O tema é interessante e nos proporcionaria páginas e mais páginas de referências e discussões. Como não é este o caso, vamos hoje abrir um parêntesis para a fotografia feita por pessoas que encaram desafios e perigos para nos encher os olhos.

PRIMEIRO DESAFIO – PREDADORES AQUÁTICOS
Ele se chama David Doubilet e não hesita em se aproximar de predadores como um gigantesco crocodilo americano de quase 4 metros para fazer uma foto. David vive mergulhando pelos quatro cantos em busca de uma foto única encarando arraias, medusas, águas-vivas, peixes gigantes e tubarões. Aos 64 anos, David diz que quer oferecer aos seus espectadores um pouco da beleza e estranhezas do mundo submarino. Muitas de suas fotos ousadas já foram parar na revista Geográfica Universal e lhe renderam muitos prêmios. Para eternizar muitos dos seus feitos, David já editou 7 livros sobre a vida aquática.
Foto: David Doubilet/ Nat Geo Stock /Caters /BBC Brasil

SEGUNDO DESAFIO – OS PELICANOS
Na premiada foto do espanhol Daniel Beltrá, eu diria que o desafio maior foi ter que registrar esta cena que volta e meia se repete graças à ganância e o descuido do próprio homem em acidentes que comprometem muito o meio ambiente.
Os pelicanos cobertos de óleo e registrados por Daniel permitiram que sua foto fosse a vencedora do prestigiado concurso internacional de fotografias de vida selvagem, Veolia Environnement Wildlife Photographer of the Year 2011. A foto foi feita após o vazamento de petróleo no Golfo do México em 2010 e a partir de agora estará unida a outras 100 fotos selecionadas pelo concurso numa exposição no Museu de História Natural de Londres até março de 2012.

TERCEIRO DESAFIO – TUBARÕES GIGANTES
É muito comum o homem denominar animais de assassinos. Os tubarões, por exemplo, são as maiores vítimas desse rótulo seguidos pelas baleias orcas. É um pouco difícil aceitar que estes e demais animais apenas exercem seus instintos naturais dentro do interessante processo da natureza. Mas nem sempre tais animais são assim tão violentos como nós os pintamos. Em muitas ocasiões é possível ter contato com eles sem a menor chance de perigo e graças a isto e a fotógrafos corajosos também, é que podemos vislumbrar cenas fantásticas como a que nos proporciona a fotógrafa sul-africana Fiona Ayerst, de 45 anos que já percorreu a Bahamas e grande parte da costa africana só para fazer interessantes registros.
Na foto que você observa, Fiona fez um clique no momento exato em que sua amiga se aproximava de um tubarão-baleia, um dos maiores peixes do mundo. Fiona afirma que os humanos são muito mais perigosos para os tubarões do que o contrário, já que anualmente milhões de tubarões são mortos pelo homem, enquanto a média de mortes humanas causadas por tubarão não chega a 10 por ano.
Foto: BarcroftMedia/Getty Images

QUARTO DESAFIO – ESTRANHA RARIDADE
Por aqui nós sabemos da existência do cuco somente pelos famosos relógios que ganharam este nome. Mas pela Europa os cucos são comuns e eu diria, tão sacanas quanto os nossos chupins por aqui. Qualquer semelhança não será mera coincidência, já que tanto o chupim quanto o cuco, dão um jeitinho para que alguém choque seus ovinhos. O chupim se aproveita da ingenuidade do pardal e o cuco se aproveita do rouxinol.
A natureza é surpreendente mesmo e só quem ama as aves, tem uma paciência de Jó e uma boa câmera é que poderia fazer um registro tão singular. Captar o instante em que um cuco acabara de roubar um ovo do ninho de um rouxinol. A rara imagem foi vencedora de um concurso europeu de fotos destinado à vida selvagem e, ao mesmo tempo, um reconhecimento ao fotógrafo Oldïch Mikulica, da República Tcheca. Fascinando pelas aves, ao longo de 25 anos, durante a época de procriação, ele vai até os lagos para observar os cucos e rouxinóis e foi assim que conseguiu este flagrante que pode ser considerado único dada a paciência e dificuldade para fazê-lo. O cuco remove um ovo do ninho do rouxinol e coloca um dos seus no lugar, já que ambos são quase idênticos. A fotografia derrotou quase 14 mil imagens feitas por concorrentes de 39 países. Como se observa, não basta uma boa câmera e muita vontade. É preciso ter também, em alguns casos, muita paciência para dar o clique no momento exato e único, com toda certeza.

QUINTO DESAFIO – NA TOCA DO TATU
Você já ouviu falar, pode ter visto e até saboreado a carne de tatu. Mas e o tatu gigante do Pantanal, você já viu algum?
Pois então; trata-se de um animal meticuloso em seus hábitos e por isto, raramente são vistos, apesar de estarem espalhados por toda a América do Sul. Para estudar o animal, cientistas britânicos preparam uma verdadeira parafernália para registrar o tatu gigante. Para a empreitada, usaram câmeras do zoológico de Chester colocadas estrategicamente na região de Nhecolândia onde conseguiram captar a imagem do tatu saindo de sua toca. Mas não foi nada fácil – tiveram que suportar 10 semanas para obter o sucesso. Agora, as imagens vão oferecer informações importantes a respeito da situação das populações de tatus gigantes no Brasil.
Para Arnaud Desbiez, um dos envolvidos no projeto, o tatu gigante pode ser considerado um “fóssil vivo” e ele se diz ansioso para usar os resultados desse trabalho para mostrar aos brasileiros e ao mundo esta espécie desconhecida que ele considera ser um símbolo da biodiversidade da região.
Foto: GDT EWPY 2011/BBC Brasil

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

UMA FOTO, UMA POLÊMICA

Uma foto, uma polêmica!
Dependendo da foto, a imaginação dos observadores voa distante.
É evidente que nestes tempos de Internet a velocidade da informação não tem limites e mais evidente ainda, que uma foto se reproduz como filhotes de hamsters.
Imaginem quando a foto é de gente famosa, como Scarlett Johanssan que na semana passada teve duas fotos espalhadas pela Internet pela ação, dizem, de hackers que teriam surrupiado as fotos do celular da moça. Nos fotogramas ela aparece com os seios de fora e com o bumbum à mostra. Agora, na terça-feira dia 20/09 outra foto da moça foi “surrupiada” e já está por toda parte.
Afirma-se que teriam sido os mesmos hackers que conseguiram mais este feito e, diga-se de passagem, a foto está muito sensual, com a atriz lendo um roteiro.
Parece que o grupo de criminosos também teria invadido os celulares de outras pessoas famosas, dentre as quais Vanessa Hudgens, Jéssica Alba, Lindsey Vonn e Emma Caulfield. A situação é tão delicada que até o FBI já entrou na parada.
Agora, cá entre nós; o caso parece mais uma jogada de marketing do que qualquer outra coisa até porque, quem não quer mostrar fotos nestas situações, não as permite que sejam feitas. Tudo indica que as fotos foram feitas em total concordância e qualquer um sabe que de repente, alguém pode roubar e espalhar mundo afora.
Agora, peço que Scarlett Johanssan me perdoe, mas uma vez que a foto está por toda parte, não poderia deixar se ser mostrada aqui, além do que, o que é bonito deve ser mostrado no seu devido tempo.

terça-feira, 24 de maio de 2011

CÂMERA MAMUTE - O PRIMEIRO PASSO PARA FOTOS GIGANTES

No início dos anos 80 tive contato pela primeira vez com os computadores e confesso que naquela época não me passava pela cabeça que um dia seria tão dependente da máquina como a maioria das pessoas são atualmente.
O primeiro computador que vi ainda era gigantesco e somente processava dados de uma grande empresa do governo. Mas naquela mesma época já se falava muito em computador pessoal, uma vez que em 1971 surgia o Kenbak 1 com seus 256 bytes de memória. Em suma, era um computador com “vaga lembrança”. Imagine hoje você ter que operar uma máquina nessas condições. De certo que iria ser internado num manicômio.
Pois bem; a minha entrada aqui falando de computadores é só para abrir uma grande porteira, já que o assunto mesmo é voltado para a fotografia. Na verdade, os computadores modernos aliados às câmeras fotográficas de ultima geração nos permitem produzir fotos com altíssima qualidade e com a vantagem de se poder corrigir possíveis falhas usando-se alguns programas específicos para isto.
Na medida em que os dias avançam, a capacidade de ampliação das ditas fotos modernas é algo espantoso, considerando que muitas fotos em alta definição superam os 15 megabytes brincando. Daí...pois é...dai a gente quer abrir uma foto desse porte e descobre que é preciso ter uma máquina a altura, com um ótimo processador e essas coisas todas que eu deixo por conta de quem está intimamente ligado ao universo da informática. Diante ao exposto, podemos hoje fazer uma foto perfeita de um minúsculo mosquito até objetivos gigantescos sem esquecer daquelas fotos que registram as competições de automobilismo com flagrantes realmente fantásticos entre outras atribuições.
Mas vamos voltar no tempo, lá pelo início do século 20 e encarnar o desejo dos dirigentes de uma grande companhia que almejavam fazer uma foto gigante do mais moderno comboio sobre trilhos até então construído. Era a época magistral dos caminhos de ferro e paralelamente, a fotografia dava seus primeiros passos. O comboio ferroviário era a estrela da Chicago & Alton Railway : The Alton Limited. Tudo o que desejavam era ter uma fotografia que realmente transpassasse ao observador a pujança daquela maravilhosa composição.
Para tal empreitada nascia a maior câmera fotográfica do mundo, construída por J.A. Anderson a um custo de 5 mil dólares e pesando incríveis 640 quilos. Media mais de 4 metros de comprimento e usava negativos de 1.35m X 2,40m e era transportada num vagão especial. Para que pudesse ser locomovida necessitava de pelo menos 15 homens e seu tamanho espetacular permitia que um funcionário fizesse sua limpeza entrando em seu interior.
Para a missão arrojada, fora construía apenas uma placa de negativo na qual o fotógrafo George Raymond Lawrence (1868-1938) conseguiu obter o sucesso esperado.
A revelação da cópia exigiu além do papel especialmente feito para o evento, 45 litros de soluções químicas. Três gigantescas cópias da foto foram expostas com grande êxito na Exposição Universal de Paris em 1900, onde por aquela única fotografia, Lawrence recebeu o Grande Prêmio Mundial para a Excelência Fotográfica. Como se vê, a “Mamute” fez jus ao seu nome tanto pelo tamanho quanto pelos custos exigidos, mas com certeza, foi a partir dela que o interesse por fotos gigantes aumentou ainda mais e ao longo do tempo, chegamos a uma superação que nos permite vislumbrar cada vez mais, trabalhos primorosos que só a tecnologia moderna seria capaz de nos proporcionar.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

É NOIS NA FOTO - OS INTROMETIDOS

Alguém já disse que “fotografar é uma arte!” – Diante disso, podemos dividir os fotógrafos em classes distintas: os que simplesmente fotografam de qualquer jeito; os que gostam de fotografia e procuram fazer o melhor e os que são apaixonados por fotografia, que neste caso, fazem com certeza o melhor custe o que custar. As vezes eu fico remexendo em minhas câmeras mecânicas e, ao mesmo tempo, dou uma fuçada na câmera digital afinal; os recursos são tantos que a gente acaba se batendo muito para obter uma foto à altura. A tecnologia nos permitiu em pouco tempo, dispensar aquelas câmeras descartáveis ou aquelas outras em que se colocava o filme, fotografava e depois tinha que esperar alguns dias para ver os resultados. Pois bem; apesar dos avanços, acredito piamente que nada vai superar uma foto tirada com um bom filme 35 mm numa câmera mecânica, que exige nossa atenção para todas as regulagens. As digitais praticamente fazem tudo sozinhas e você só tem que clicar na maioria das vezes. Digo isto porque os temporizadores permitem que se programe a câmera para “aparecer junto na foto”. Não vamos esquecer os celulares que fotografam e que viraram uma febre. Onde você vai tem gente tirando foto com o celular e o pessoal fotografa tudo o que pinta pela frente sem levar em conta alguns critérios que muitas vezes acabam se tornando uma surpresa desagradável ou muito divertida. Tenho certeza de que você já viu ai pela Internet muitas fotos onde aparecem “bicões” nas cenas mais estapafúrdias. Só que estas fotos não eram com eles e depois.... Assim tem acontecido com frequência em toda parte pois, todo mundo hoje, se não está levando a câmera digital, pode apostar que o celular está prontinho para mais um clique. Nas fotos onde os “intrometidos” aparecem a gente vê, desde um esquilo oportunista até um peladão distraído. Tem uma em que o gato enfiou a cara de repente cobrindo as partes íntimas de uma mulher. Numa outra, o Salsicha e o Scooby doo estão presentes e estupefatos com a mulher clicada. E por ai vai... O caso do esquilo é o mais recente considerando que tenha virado noticia num jornal inglês. Melissa Brandts e seu marido decidiram passar as férias no Canadá e foram conhecer o Parque Nacional de Banff, local muito bonito e de onde não se deve ir embora sem fazer bons registros fotográficos. De volta ao aconchego, Melissa e o marido tiveram uma grande surpresa: um esquilo roubou a cena ficando em primeiro plano. Neste caso, ela ajeitou a câmera com o temporizador sobre algumas pedras e lá foi para também aparecer na foto. O bichinho danado pintou no pedaço e a foto foi parar no site da National Geografic. Como se observa, fotografar é uma arte repleta de inesperadas surpresas e você, que gosta, que tenta fazer o melhor ou que é apaixonado por fotografia, tem que estar sempre atento senão, algum bicão vai dar cabo do seu instantâneo.