sexta-feira, 19 de outubro de 2012

OUTUBRO VERMELHO NO LÍBANO

De repente uma explosão! 
Mais uma entre tantas que já ocorreram no país fazendo vítimas e semeando ainda mais ódio. 
A desta sexta-feira, 19/10, até este instante, não tinha algum grupo ou organização responsável pelo atentado e o Líbano então, vive mais um drama de sangue neste outubro vermelho. Ideologias, disputas políticas, fanatismo religiosa, desavenças com o vizinho... 
As causas são muitas e quem sofre são sempre os inocentes. Distantes de sua terra natal, por aqui, muitos libaneses também choram diante das cenas chocantes dessa explosão que matou pelo menos oito pessoas, feriu outras tantas e deixou um enorme rastro de destruição. 
Eles querem que o mundo assista! 
E o mundo assistiu!
Pasmos ficamos todos com a dor alheia e com o sofrimento que poderia ser evitado. O ódio, a luta pelo poder, o fanatismo religioso caminham de mãos dadas mundo afora e cada vez mais a gente se preocupa em todos os pontos.
 Dizer o que neste instante? 
Apenas que o Líbano tenha força de superar mais essa tragédia e de se manter forte como um cedro para, de alguma maneira, encontrar o rumo para a paz.
 Que Deus estenda suas mãos para a gente libanesa.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

...E PARTIU A MULHER DO POSTER

A noticia não foi nada boa! 
Faleceu a atriz holandesa Sylvia Kristel nesta quarta-feira, dia 17 de outubro. 
Mais uma grande perca no universo de grandes talentos do cinema. 
Mas esta, particularmente, é uma perda que leva consigo um bom tanto de recordações salutares de um período meu na juventude. 
Lembro que naqueles tempos, o máximo que a gente conseguia é um pôster com mulheres de biquínis, e já era um verdadeiro ato de heroísmo conseguir um. Eu havia conseguido, depois de barganhar muito com o dono da banquinha de jornais que ainda tinha um exemplar de uma revista que já nem lembro o nome. O que eu queria era o pôster da Sylvia Kristel e nada mais. 
 Ficou por bom tempo na parede do meu quarto e juro pra você que o que realmente me encantava nela não era o corpo de “Emmanuelle” que marcou sua carreira. Eram aqueles olhos maravilhosos, encantadores, que podiam levar a gente para outra dimensão. Lembro também que no Colégio Anchieta, por onde passei naquela época, havia uma menina tão parecida com a Sylvia Kristel que minha propaganda acabou lhe causando certos transtornos, já que passou a ser muito disputada pela rapaziada. Mas eu tinha um amor de verdade então e aquilo passou tranquilamente. O tempo se foi, as paredes de quartos mudaram e o pôster se perdeu pelo tempo. 
Mas aquilo que fica incrustado na mente jamais se apaga e assim, ao deparar com esta triste noticia, meu pensamento voou pelo tempo e fiquei aqui recordando algumas passagens que infelizmente não voltam mais. 
Seguimos sim, com nossas vidas.
 Lá se vai a Sylvia, com sua fama, a lembrança de seu corpo escultural e aqueles olhos que por certo, encantaram muitos outros marmanjos mundo afora. 
A mulher do pôster partiu! 
Que Deus a acolha em um iluminado lugar no seu paraíso!

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

O BILAU ENCURTA A VIDA

 Pior do que ter um curto no meio das coxas é descobrir que o danadinho do bilau é quem encurta a vida dos homens. Pelo menos é o que acreditam terem descoberto os cientistas coreanos baseados no histórico dos eunucos da dinastia Chosun, que segundo consta, viviam até 19 anos a mais que outros homens. Daí eles tentam nos convencer de que a mulher vive mais do que o homem justamente porque elas não tem bilau.Freud agora deve estar se contorcendo na tumba! Quer saber mais? Vá em http://noticias.bol.uol.com.br/entretenimento/2012/09/24/homens-castrados-vivem-ate-19-anos-a-mais-diz-estudo-coreano.jhtm

terça-feira, 25 de setembro de 2012

CALIFA 33 RESGATA MEMÓRIA DE ÁUREOS TEMPOS DA TV IGUAÇU

TV Iguaçu Canal 4 - Hoje, Rede Massa.
No início dos anos 70 ficávamos, meu pai e eu, assim como grande parte daquela saudosa Curitiba, esperando a vinheta daquele que era e, por muitos anos foi, o melhor telejornal da nossa televisão: o Show de Jornal. Lá estava Haroldo Lopes, Jamur Júnior e Lais Mann trazendo as principais noticias de um modo todo próprio de se fazer um bom jornalismo televisivo. Tinha ainda a previsão do tempo, que dispensava mapas e outras animações de nossos dias, porque as estrelas da informação climática eram dois bonequinhos simples, mais uma das tantas traquitanas daquele que mais tarde viria a ser um grande amigo: Osni Bermudes. Eram as estrelas o Górgeas, um hipopótamo que não perdia tempo em dar uma paquerada na bela Lais Mann e a Xandoca, uma velhinha temperamental, ambos manipulados pelo Chacon Júnior. Além disso, aguardávamos ansiosos as “barbadinhas do Rafael Munhoz da Rocha”, não que a gente entendesse de corrida de cavalos, mas é que o Jamur e o Haroldo proporcionavam um verdadeiro quadro de humor e depois, lá vinha ele, envolto em mistérios, somente com sua penumbra, falando dos casos policiais mais recentes e usando um linguajar todo próprio para o meio policial de então. 
 Ali Chaim, o Califa 33, como ficou conhecido na cidade era mais uma das grandes atrações do Show de Jornal. Em 1975 por uma dessas obras do acaso, acabei indo trabalhar na TV Iguaçu, no Departamento de Jornalismo e lá, a fome juntou com a vontade de comer. Eu era arquivista e diariamente, os rolinhos de filmes 16 mm da reportagem eram devidamente arquivados em envelopes que seguiam para balcões enormes, devidamente fichados. Além disso, havia os slides, prontamente criados através de fotos tiradas de revistas e jornais quando não se tinha uma imagem de determinada pessoa famosa. Foi assim que conheci o Chaim e fui me inteirando de como tudo era produzido, desde a equipe de feras, entre repórteres, redatores e editores até chegar ao estúdio e aparato técnico, tudo devidamente na medida para que o jornal entrasse no ar “redondinho”. Videotape naqueles tempos, só em quadruplex, cujas fitas, acopladas em seus carretéis pesavam perto de uns vinte quilos. Ah! Se a gente tivesse essas facilidades de hoje...
 Mas o tempo é cruel em suas andanças e na medida em que avançou, infelizmente muito daquilo tudo acabou se perdendo, com algumas relíquias recuperadas faz pouco tempo e que deram origem a um documentário intitulado “No Lixo do Canal 4”, de onde, através daqueles filmes de reportagens em 16 mm o pessoal conseguiu resgatar muito da nossa memória. Agora, chegou a vez do Ali Chaim resgatar sua própria memória, expondo, de seu acervo particular e de algumas imagens resgatadas em outros pontos, um bom tanto de sua história e passagem pela TV Iguaçu através do documentário intitulado “Califa 33”, ainda sem data de lançamento, mas que você pode curtir um trailer no seguinte link:  http://vimeo.com/47588689 
Se desejar saber mais sobre o Califa 33, pode ir também a: http://www.califa33.kit.net/index.html O documentário apresenta entrevistas com o Chaim, histórias com parceiros e passeios pelos lugares de rotina, as delegacias, as cadeias, os jornais, as rádios, as quebradas e todo o universo policial e do submundo do crime. 
Ali Chaim, o Califa 33
 Chaim foi um pioneiro inovador trazendo a linguagem policial e as gírias da malandragem para dentro da televisão, marcando assim uma época que sempre vale a pena recordar, já que naqueles tempos, os índices de audiência do Show de Jornal eram absurdos e refletiam a simpatia do público pela emissora e pelo profissionalismo de uma equipe de jornalistas que de fato, por muitos anos, deram sim um verdadeiro “show” de jornalismo. O documentário apresenta muito material fotográfico e outros extraídos de filmes 16 mm da época. Imperdível! 
FICHA TÉCNICA 
“Califa 33” 
Direção: Yanko Del Pino 
Produção: Carla Pioli
 Fotografia: André Luis da Cunha 
Arte: Adalgisa Lacerda 
Som: Roberto Carlos de Oliveira 
Montagem: Piu Gomes 
Música: Celso Loch 
Roteiro: Eduardo Prante e Yanko Del Pino 
Assistente de Direção: Eduardo Calegari 
Assistente de Produção: Geni Cruz 
Maquinista: Dalamares A. Wychoscki
 Imagens adicionais: Piu Gomes

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

CACHORRO VOLTA A ANDAR COM PERNAS ARTIFICIAIS

Ao longo do tempo a relação do homem com os animais tem sido um grande problema, já que em determinadas épocas, o homem foi simplesmente aniquilando espécies pelo simples prazer de matar ou por interesses comerciais. Diferentemente acontece com os índios, que por natureza sabem muito bem da importância em se manter o equilíbrio. Já no que diz respeito aos animais domésticos, a relação deles com o homem também não tem sido nada fácil, primeiro porque muitas raças caninas e felinas são criadas com o intuito comercial e muitas pessoas acabam adquirindo estes animais por simples impulso. 
 Depois, os abandonam à própria sorte e ajudam a aumentar um grave problema social e de saúde pública. Voluntários e pequenas instituições se mobilizam para salvar estas vidas inocentes e muitas ONGs atualmente também já aderiram a este movimento de salvar e conscientizar a população sobre a grande responsabilidade de se manter um animal de estimação. Se a gente reparar bem, quantos casos por ano nos assustam de mães humanas que abandonam seus filhos à própria sorte e outros em que largam pelos latões de lixo. Que dizer então dos animais? Não bastasse o abandono, temos observado cenas chocantes de cães, gatos e até cavalos que são covardemente maltratados e os agressores ainda se dão ao luxo de fotografar e colocar essas fotos pelas redes sociais, o que é um absurdo!!! Em sociedades protetoras e protetores voluntários Brasil afora, a gente depara com cães e gatos aleijados, cegos, magros, doentes em função do descaso e da falta de um mínimo de bom senso por parte de muitas pessoas. 
 Ontem mesmo vi uma foto espalhada pelo Face Book de uma cadela morta por envenenamento. Seria mais uma não fosse o filhote ali, ao lado da mãe morta. Cena triste que nos deixa cada vez mais desacreditados dos reais valores da existência humana. Outra foto, que vi por acaso, é a de um cão que ganhou duas próteses, depois de ter tido suas patas dianteiras cortadas por uma gangue de criminosos e de ter sido jogado no lixo na cidade de Fresnillo, no México. Graças ao pessoal do abrigo Milagros Caninos, o cão foi resgatado com vida e devidamente tratado. 
 O abrigo, diante do caso, fez apelos diversos e conseguiu através de doações levantar os cerca de 12 mil reais para adquirir as próteses e permitir assim que o cachorro pudesse reaprender a andar e ter uma vida praticamente normal. Como se observa, a maldade pratica suas crueldades de um lado e o bem, na pele de apaixonados por animais, trata de salvas muitas dessas vidas agredidas diariamente mundo afora. Veja o vídeo com o cachorro Pay de Limón (Torta de Limão) no link a seguir e emocione-se também! http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/08/120827_cao_pernas_artificiais_bg.shtml

UM OLHAR EM BUSCA DA TERRA

 Aquele conceito de “uma câmera na mão e uma idéia na cabeça” segue muito vivo em todas as partes e só mesmo os amantes da fotografia, da imagem e do filme é que conseguem assimilar muito bem o que significa esta paixão que volta e meia arrebata, através das lentes, um desses raros flagrantes que se transformam em histórias variadas. Se a gente esmiuçar por ai, vamos encontrar dezenas de fotos marcantes que só foram possíveis em função de inúmeros movimentos humanos. 
Joceli e a filha Joslaine
 Entre tantas fotografias que marcaram uma época, temos a de Joceli Borges, flagrada pelas lentes de Sebastião Salgado quando tinha apenas cinco anos de idade e ladeava os pais que peregrinavam pelo interior do Paraná em busca de um lote de terra. O rosto sujo com olhar provocativo acabou virando capa de livro e ganhou espaço na mídia, em museus e em galerias do Brasil e exterior. Dezesseis anos se passaram desde o instantâneo e hoje, a então menina continua, com seus 21 anos, uma trabalhadora rural sem terra que vive com o marido e a filha em um acampamento do MST e que possui dois sonhos: um lote de terra e dois exemplares do livro que espalhou sua imagem mundo afora. 
 Um exemplar quer para si e outro para presentear o seu pai. O livro “Terra”, com o rosto de Joceli na capa foi lançado em 1997 e além de uma centena de fotos em preto e branco do meio rural brasileiro traz texto de José Saramago e vem acompanhado de um CD com músicas de Chico Buarque. Trata-se de uma obra importante, um registro das ações dos Sem Terra em diversos pontos do país e que, dentre tantas fotos, brindou Joceli com a imagem escolhida para a capa. Alheia por bom tempo a respeito daquele trabalho, ela seguiu sua vida de um lado e o autor de outro. É chegado sim o momento de a moça receber os dois exemplares que sonha e preservar assim, um pouco de sua história de vida através da sua imagem captada num daqueles instantes em que a fotografia mostra toda a sua magia através dos olhos e lentes atentas do fotógrafo.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

O LUXO DO LIXO E O DESTINO DOS CATADORES

Foram apenas 23 dias distante do meu espaço e me pareceram mais de duzentos. Umas férias merecidas após mais um ano de correria típica que envolve nossas vidas. Neste imenso período, nada de especial a fazer, senão cuidar das crianças e da casa, dando aquelas ajeitadas necessárias que em dias normais ficam sempre à espera. Pois bem; retornar é sempre uma honra e como sempre, a gente acaba topando com uma gama de temas que poderiam ser abordados. Entre tantos, fiquei esperando uma cutucada do destino e eis que na última terça-feira, 24/07, me peguei diante do televisor assistindo o Profissão Repórter, da Globo. 
 Como sempre, Caco Barcelos e equipe escolhem um bom tema e escancararam a dura realidade que nos cerca. O tema de então era a mudança na vida dos catadores que trabalhavam no lixão de Gramacho, no Rio de Janeiro, o maior aterro sanitário da América Latina que foi fechado em junho passado. O que me despertou interesse em abordar também o tema, foi o surpreendente número de pessoas que lá trabalhavam, vivendo em condições subumanas, debaixo do nariz de toda uma sociedade alheia aos seus dramas de miséria. Quando na reportagem citaram 1.700 pessoas que foram indenizadas com parcos 13 mil reais confesso que respirei fundo e comecei a rebuscar na mente os tantos filmetes que ficam gravados no “youtube da cachola”, já que o que mais a gente vê pela televisão são as desgraças que assolam as pessoas. Fui sim, dar uma espiada na outra ponta, naquela onde fortunas são surrupiadas dos cofres públicos, desviadas em maracutaias sem fim e que também abrem espaços na televisão com matérias que acabam enchendo o saco da gente.
 Fortunas que vão parar nas mãos de larápios de toda espécie e que poderiam, caso o dinheiro público tivesse destino honesto, evitar os tantos dramas da nossa gente que vive abaixo da linha da pobreza e é claro, dessa gente que naquele lixão, por longos anos extraíram seu sustento. Sem nojo minha gente, porque há mais de 20 anos escuto que o lixo brasileiro é um dos mais ricos do planeta. Pior é que há mais de uma década e meia venho ouvindo e vendo campanhas de reciclagem do lixo e paralelamente, o que a gente vê, é muito lixo nas ruas e nos terrenos baldios de pequenas, médias e grandes cidades. Mas voltemos ao Jardim Gramacho pouco antes de ser fechado e onde o repórter Felipe Bentivegna mostrou como foram os últimos dias de funcionamento do lixão e as mudanças no bairro que se formou em volta do aterro. Destaque para o catador Márcio, incumbido de registrar os nomes de todos os catadores para que pudessem receber a indenização. O rapaz, que confessa na reportagem ter abandonado a criminalidade para viver honestamente, nos deixa pasmos ao mostrar onde vive e ao falar que sua mulher quando foi dar à luz ao seu filho foi levada de carona pelo caminhão do lixo- “a ambulância da minha mulher foi o caminhão do lixo”- diz com toda tranqüilidade. Depois da mudança de “casa”, mostra onde irá viver, construindo uma casa com poucos recursos e apresenta ainda um carro que comprou por 3 mil reais e que sinceramente, por uns 900 reais já estaria bem pago. Em suma, o rapaz, tão acostumado a viver no lixão, acabou comprando um lixo sobre quatro rodas. 
Brizola e uma cédula de dólar encontrada no lixão.
Também me chamou atenção o Sr. Brizola, bastante falante, divertido até, que chegou a deixar o repórter Caco Barcelos permitir que ele mesmo desse coordenadas sobre o vídeo, mostrando ter certa noção do riscado. Lá no lixão, Brizola tira o boné, que tem uma bandeira do Brasil, beija e convicto diz: “é a minha Pátria!”. Eu aqui quase choro quando lembro que muitos patriotas não estão nem ai para o povo e muito menos para a Pátria idolatrada. Típicos políticos que permitiram em outros tempos ao saudoso comediante Chico Anysio criar o jargão “ eu quero é poder!”. Pelo menos o Brizola teve uma boa idéia e com a indenização comprou um carrinho de pipocas. E a reportagem ainda nos deu um tapa na cara ao mostrar a menina Carol que em sua aparente ingenuidade acalenta o sonho de ser médica, de sair daquele lugar que evidentemente deixará para sempre suas marcas em sua mente. Ela mostrou na reportagem alguns brinquedos encontrados no lixão, bonecas em perfeitas condições, frutos de uma sociedade, ali do outro lado, agressivamente consumista e que faz do lixo um grande luxo. 
A menina Carol.
Você que também assistiu certamente que sentiu na pele e muitos de nós até repensamos a própria existência, sempre envolta em reclamações de todo tipo. A verdade é que sempre existirão pessoas em situações muito piores e tocando a vida, da mesma maneira que nós o faremos e assim, mais uma reportagem, mais gente sofrida na telinha e mais e mais perguntas que ficarão no ar, até porque, eleições à vista, verbas altíssimas e injustificadas investidas nas campanhas, nesta corrida desenfreada pelo poder que é cego, surdo e mudo e que permite, a cada período eleitoral que muitos políticos se agarrem outra vez em seus gabinetes e que novos aventureiros adentrem pelas portas do poder para, lá também, deixar a vida da população à deriva, como um gigantesco navio fantasma num oceano de ilusões.