segunda-feira, 15 de julho de 2013

A REINVENÇÃO DA RODA

Uma das perguntas mais intrigantes: quem veio antes, o ovo ou a galinha? Muito já se abordou sobre o tema e a ciência vem através dele buscando resolver outras questões alusivas à existência do homem e dos animais. Muito bem – deixemos isso de lado por ora, porque uma outra questão também tem levado historiadores através do tempo para conseguir descobrir quem inventou a roda. É difícil, porque evidências de veículos com rodas datam da metade do quarto milênio A.C, quase simultaneamente na Mesopotâmia, no nordeste de Cáucaso e Europa Central, sem que não se deixe de lado a China, ali por uns dois mil anos antes de Cristo. 


Uma das mais antigas representações de um veículo com rodas está no pote de Bronocice, uma peça de barro com cerca de 3.500 anos antes de Cristo encontrada em escavações no sudeste da Polônia. Diante ao exposto, a roda seria uma invenção dos polacos, para alegria do meu amigo Wasyl. Como a questão é delicada, vale mesmo é lembrar que, a partir do momento em que o homem inventou a roda, o mundo passou a girar mais depressa. A evolução veio para tomar conta e nas maiores e mais complexas engrenagens, assim como nas menores possíveis, como nos relógios, vamos encontrar sempre algo semelhante a uma roda, cumprindo sua vital função. Com a invenção do automóvel, lá estaria a roda, ainda que muito rústica, mas atendendo à exigência da locomoção mais rápida. Com a fabricação dos carros em série, tempos depois as rodas de aço foram tomando sua forma e por longo período foram senhoras de todos os veículos. 


Mas um dia, alguém achou que poderia reduzir o peso do veículo, economizar assim combustível, melhorar o desempenho de outras peças e é claro; dar um toque de beleza ao carango. Surgiam as primeiras rodas de liga leve que eram confeccionadas em magnésio. Hoje já evoluíram muito e são feitas da mistura de alguns compostos como o alumínio, silício, ferro e uma série de outros metais que podem variar conforme o gosto do fabricante. Na balança, a roda de liga leva vantagem sobre a de aço e é em média 15% mais leve. Mas esta diferença pode chegar até 50% no caso de modelos maiores utilizadas em supercarros. Apesar de possuírem um preço bem mais elevado do que as rodas de aço, as rodas de liga, por serem bem mais leves, contribuem para um menor desgaste dos amortecedores e sistema de suspensão além de proporcionarem um melhor ajuste com os pneus,perdendo menos pressão do que com as rodas de aço. As vantagens de uma roda de liga dizem respeito à redução de peso, economia de combustível, menor desgaste do sistema de freios e de suspensão e maior dispersão do calor no sistema de frenagem. 


Além disso tudo, as rodas de liga atualmente podem ser consertadas rapidamente e com a mesma eficiência, já que modernos equipamentos nasceram para auxiliar neste trabalho que permite vida mais longa às rodas, promovendo uma grande economia com muita segurança. Os modelos atuais são para os gostos mais requintados ou mais extravagantes e os preços variam conforme medidas e metais incorporados. Mas você pode adquirir as rodas para o seu carro na Pallar Rodas com preços convidativos e facilidades. Ou ainda, levar as rodas que você possui para uma revisão ou conserto, com a certeza de um trabalho feito por profissionais especializados. Conheça a estrutura da Pallar Rodas, seu atendimento, suas opções em rodas e pneus.Fica na Rua Almirante Alexandrino, 333- Afonso Pena - Telefone (41) 3384-2784 - São José dos Pinhais- PR.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

A PASSAGEM DO AMOLADOR

 
 
Na minha rua antiga, ainda em macadame, ele passava uma vez por mês.Alto, magro, cabelos esbranquiçados, pele enrugada e passos pausados, empurrando seu artefato de afiar. Minha mãe e outras senhoras de então, faziam fila. Tesouras, alicates de unha e facas. E ele, tranquilo, afiava tudo enquanto ouvia as fofocas da mulherada. Depois seguia pela rua! E assim foi por alguns anos até que que a rua ganhou asfalto, as senhoras partiram para o céu e o afiador nunca mais por ali passou.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

AS GALVÃO FALAM SOBRE A CARREIRA E A VIDA NO PROGRAMA LEÃO LOBO VISITA



Ícones da música sertaneja, as Irmãs Galvão (ou “As Galvão”) são consideradas pelo comunicador Toni Gomide, da Rádio Tupy, como sendo “As Vozes do Século”. Mary Zuil Galvão nasceu em Ourinhos/SP no dia 04 de maio e 1940 e toca acordeon. Marilene Galvão, nasceu em Palmital-SP em 27 de abril de 1942 e toca violão. Ao longo de sua jornada, a dupla conquistou um sem número de fãs pelo Brasil e nestes 60 anos de trajetória, o sucesso sempre se fez presente na carreira. Sobre a vida, os grandes sucessos musicais e a vida em família, elas tem muito para contar e na noite desta sexta-feira, as duas abrem o livro da vida no Programa Leão Lobo Visita,pelaz Rede CNT- com direito a muitas palhinhas de sucessos que marcaram fases distintas da carreira e que lhes renderam muitos prêmios além do grande reconhecimento.
 PROGRAMA LEÃO LOBO VISITA – AS GALVÃO Sexta-feira, 23 Hora- Rede CNT, com sintonia pela TV aberta e pelas operadoras: Oi TV, Claro TV e Vivo TV.

terça-feira, 9 de abril de 2013

O BRECHÓ DO PRADO VELHO


De repente um ranger de porta...
Em seguida passos arrastados como num belo dia muito distante nos tempos de minha infância.
Recordo da casa velha de madeira na Rua Reinaldo Machado no Prado Velho, onde minha mãe e minha irmã às vezes iam visitar a idosa senhora que mantinha no rosto sempre um largo sorriso.
O assoalho sempre era tomado pela areia que as pessoas traziam junto aos sapatos e aquele arrastar de pés incomodava, de certo modo, a dentição da gente.
Portas antigas com fechaduras ainda do século dezenove, rangiam cada vez que alguém por elas passava. Talvez fossem aqueles rangidos, ecos de um passado repleto de histórias naquela casa que eu acredito, fosse quase centenária.
O cheiro de naftalina tomava conta do ar. Acho que eram tantas que nem mesmo a mais forte das baratas e das traças conseguiria suportar aquele clima.
Lembro que havia ao redor de uma sala enorme, centenas de cabides com roupas de todos os tipos, tanto femininas, quanto masculinas e muitas infantis. Também havia cestos de vime repletos de sapatos, todos já cansados pelo uso, mas dispostos a agasalhar outros pés para novas jornadas.
Era sim um brechó! Talvez naquele final dos anos sessenta, o único que existia pela região. Simpaticamente, a idosa sorridente ia atendendo os clientes, a maioria vizinhos da região que, se não compravam nada, jogavam muita conversa fora regada a um chá aromático que espantava um pouco o cheiro da naftalina.
As conversas geralmente eram sobre doenças que acometiam várias pessoas ou de outras que já tinham partido desta para melhor.
Em meu universo infantil, tudo o que eu mais queria era sair logo dali para ir de encontro aos meus folguedos. Mas naqueles tempos, obedecer as ordens da mãe era questão de honra, senão depois, a cinta, o chinelo ou a vara de marmelo comiam soltos.
Dessa maneira, ficava eu sentado e encolhido num canto observando a movimentação e a ladainha enquanto meus olhos também se detinham, ás vezes, nos mais variados chapéus e paletós  distribuídos estrategicamente para uma possível venda.
De uma das janelas da velha casa, dava para ver parte da rua, e do outro lado, casas tão antigas quanto aquela resguardavam outros tipos de vida. 
Havia um chalé onde um gato dormia tranquilo numa coluna lateral ao muro de pedras. Noutra, uma senhora partia lenha no quintal enquanto o vento fazia dançar a ventoinha da chaminé do fogão à lenha.
Saudades que tenho do fogão à lenha de nossa casa, com café sempre quentinho e a casa na temperatura ideal.
E ali naquele pedaço de mundo, olhando pela janela, eu poderia seguir descrevendo cenas mil enquanto o tempo não passava e minha mãe aceitava mais um chá.
Foram poucas as ocasiões em que vivenciei isto, mas confesso hoje, depois de tantas décadas, que ali, naquela casa velha, com suas portas a ranger, havia algo mais do que as roupas velhas de um brechó, do que o sorriso da simpática idosa, do que o aroma do chá ou ainda, daquele quadro em constante movimento, que era uma simples janela de madeira com suas venezianas verdes que, ao cair da noite, encerravam lá dentro os sonhos, as conversas e as histórias de vida daquela senhora sempre ativa e sorridente.
É quase certo que em suas noites solitárias, algumas poesias escapuliam dos bolsos daqueles paletós antigos e vinham embalar seus sonhos enquanto as paredes executavam uma estranha canção entre estalos esporádicos.

Curitiba -  09 abril- 2013- 18h20min

sexta-feira, 22 de março de 2013

BARBA DAZARANHA

Quando a gente pensa que já viu tudo.... 
Pois então; barbas e suas histórias podem preencher páginas e mais páginas e com elas, a gente pode também deparar com uma série de curiosidades. 
De antigamente, quando ainda menino, recordo de um sujeito que perambulava pelas ruas e que era por nós, inocentes, conhecido como “o velho do saco”, já que o andarilho de então passava pela nossa rua carregando nas costas um surrado e sujo saco de estopa onde por certo carregava o pouco que tinha. 
Sua barba era longa, coisa de chegar mais ou menos na altura do umbigo e que tampava praticamente todo o seu rosto. 
Em suma: a gente só via e de longe, os seus olhos, porque ele ainda usava um surrado chapéu. Passados sabe-se lá quantos anos, deparo com a noticia a respeito de um interessante concurso que premia os bigodes e barbas mais criativos. 
A competição tem lugar nos Estados Unidos, mais precisamente na cidade de Asbury Park no estado de Nova Jérsei. Nesta segunda edição do Annual Garden State Beard & Stache Competition, o americano Chad Roberts venceu a competição na categoria “estilo livre” pela segunda vez exibindo uma barba inspirada no herói Homem- Aranha.

sexta-feira, 15 de março de 2013

TEM UM COMETA PASSANDO POR LÁ

Olho para o céu neste final de tarde e me detenho entre o azul que esconde as estrelas e as nuvens que desfilam lentamente formando aquelas figuras que vão da infantilidade ao bizarro. Me pego divagando uma vez mais sobre os mistérios que nos cercam no infinito e que muitas vezes nos assustam, como recentemente ocorreu com a queda de um meteoro lá na Rússia. Ativistas preocupados com o fim do mundo, aliás anunciado ano passado com ênfase, até vibraram com o fato, já que os dias do apocalipse pareciam ter chegado finalmente e assim, começaria uma nova era sobre a Terra. O ocorrido virou noticia velha e fica apenas como mais um entre tantos registros do gênero ao longo da história. Apesar de já estarmos na metade de março e consequentemente finalizando o primeiro trimestre do ano, parece que esses três meses foram até aqui perto de uns três anos.
Não me ache maluco! 
A verdade é que a cada dia, tantos fatos em diferentes partes do mundo e com a velocidade da informação, parece ser uma quantidade muito grande de ocorrências para que se possa acreditar ou assimilar de bate-pronto.
De repente as catástrofes naturais se manifestam com temporais, enchentes, nevascas, tremores de terra entre outras e as pessoas passam a pensar um pouco em suas existências. 
Mas a vida segue, os relógios cobram compromissos, as bolsas ultrapassam os decibéis com os gritos em prol dos lucros e as economias balançam a todo instante como ponte pênsil. Quando tudo começa a ficar estável, eis que vem a bomba! O Papa Bento XVI renunciou e o mundo católico apreensivo, vê surgir o novo Papa, agora Francisco I. Na Venezuela, o mandatário Hugo Chávez perde a luta para o câncer e deixa sua gente em lágrimas e com esperanças. Como a esperança é a última que morre, que a Venezuela e sua gente possam dar a volta por cima e fortalecer a América Latina.
Nos céus mais um brilho intenso com a passagem do cometa Pan-Starrs e muitos supersticiosos já atribuem à sua passagem o tanto de desgraças ao redor do planeta. Mas ele segue tranquilo sua trajetória pelo espaço enquanto aqui as noticias são fabricadas a cada minuto visando mexer com a cabeça e a opinião das pessoas. O que se observa, no entanto, é uma sucessão de fatos antigos que só passam por uma reciclagem e depois entopem os ouvidos e vislumbram os olhos dos telespectadores mundo afora ou dos internautas. Não existe na verdade algo assim tão novo. Mandatários um dia vão morrer como todos os demais mortais. Papo vem, papo vai e novo Papa vem. Amém! Cometas circulam aos montes pelo sistema solar e sempre se fizeram presentes por lá, com alguns bem famosos, como o Halley, por exemplo.
Não há que se assustar, portanto. Já os meteoros... Esses sim podem representar certo perigo para certas regiões, mas nada que se compare aos asteroides que também nos cercam e que são bem ameaçadores. 
Mas o que importa? Ao longo da história do homem, a Terra, como grande nave através do espaço, sempre esteve e segue circulando e conduzindo a todos nós. De novo mesmo, é que acaba de nascer neste exato momento mais um chinês! 
Em compensação, neste mesmo instante, uma centena deles acaba de partir e a Terra, em sua pujança e sabia natureza, prossegue, com seu equilíbrio constante enquanto nós esmiuçamos a vida alheia atrás de uma noticia, de uma foto comprometedora ou ainda, nos pegamos pasmos diante do televisor com as tristes noticias sobre assaltos, roubos, assassinatos, estupros etc e tal. 
É a vida como ela é! - Já dizia e escrevia o saudoso Nelson Rodrigues. É a vida como nós a conduzimos, na maioria vezes de maneira errada, egoísta, preconceituosa enfim... Olho daqui agora para o poente e lá vai ele, o cometa, desfilando pelos espaço, alheio ao nosso burburinho de hora do rush. Sim meus amigos, tem um cometa passando lá, enquanto nossas vidas passam por aqui.