quarta-feira, 21 de março de 2012

DA LOIRA FANTASMA À QUADRILHA DO CABELO DE MILHO

Comecei a trabalhar em televisão na metade da década de 70.Bons tempos aqueles, quando a gente podia circular à noite naquela já nostálgica Curitiba, que dormia cedo, exceto em alguns bares e casas noturnas que eram poucas e bem disputadas.
Naqueles tempos, não sei se para assustar ou vender muito jornal, surgiu a estória da loira fantasma, uma linda mulher que passou a aterrorizar os taxistas.
 A bela moça pegava o táxi e pedia para ser levada até o bairro do Abranches. Quando o carro se aproximava do cemitério ela simplesmente desaparecia e o condutor, dizem, de cabelos em pé perdia até o rumo de casa. 
Quadrinho de Fulvio Pacheco
Por certo mais uma das tantas lendas perdidas nesta cidade que nas duas últimas décadas inchou de uma maneira que ninguém (ninguém quer dizer :curitibanos natos e aqueles que há muitos anos adotaram a cidade como terra natal) poderia jamais imaginar.
A "City que Ri", do antigo bordão do Ali Chaim, o Califa 33 segue bonita, vistosa, com seus parques e praças, sua linha do turismo e sua gente empastada e apressada a correr pela Rua das Flores e pelos terminais de transporte. Isso sem contar com o trânsito cada vez mais caótico.
 O que sei é que a Loira Fantasma ficou no imaginário de muita gente, muitos marmanjos que diziam na época que se topassem com ela iam dar aquele trato na gostosona. Sabe como é; cabra macho tem um gogó...
A estória até já rendeu peça de teatro na casa do João Luiz Fiani, o Teatro Lala Schneider e não raro, alguém dela se lembra e o assunto volta à tona. Recordo também que o saudoso Alborghetti certa ocasião, para dar uma apimentada na audiência começou a alardear que uma tremenda loira, dizia ele ser a esposa de um famoso empresário da cidade, desfilava peladona, à noite, pelas ruas da cidade dirigindo sua possante BMW. Ele prometia no programa que iria contar "amanhã" e o "amanhã" nunca chegou, a loira sabe-se lá se era real e enfim; basta um pouco de criatividade e a curiosidade do povo se encarrega do resto.
Agora, sem preconceito algum, até porque minha mulher é "aloirada", expressão mais cabível para "falsa loira", eu pergunto a você: tá a fim de encarar um loira?
Quadrilha das loiras fatais. Fique atento!
 Olha; pense bem viu? porque as loiras, ditas nas piadas infames como "burras", de orelhudas não tem é nada. O fato mais recente envolvendo loiras diz respeito a uma quadrilha que já fez várias vitimas em São Paulo através de sequestros relâmpagos.  A policia do Paraná  já prendeu uma delas e está no encalço do restante da quadrilha de "loiras" que através dos sequestros  de mulheres usavam os  cartões das vítimas nos caixas eletrônicos.
As mocinhas "cabelo de milho" aterrorizaram muitas mulheres em São Paulo e do grupo, apenas uma morena e um sujeito que de repente pode ser o cabeça da "equipe".
 E olha, estas loiras nãos são fantasmas. São bem reais, audaciosas e em várias ocasiões puxavam o cabelo e as orelhas das vítimas e teve até casos de darem coronhadas, já que sempre andavam e obviamente as procuradas, devem andar armadas.
Vamos torcer para que a policia consiga reunir o grupo numa "confortável" cela e assim devolver uma pincelada de segurança nestes tempos em que a gente anda pela rua desconfiando até de poste.
Ah! Meu amigo, se pintar loira no seu caminho, tenha certeza de uma coisa: não é fantasma, mas pode ser assaltante. Se não for "bandida", antes de conferir as curvas, confira o equipamento porque de repente...o nome dela é Valdemar!!!!

Um comentário:

Sissym disse...

A minha filha, querido Pedro, desde ano passado começou a ter medo da "loira do banheiro" que diz aparecer no Colegio! rsss

Querido amigo, eu vim lhe parabenizar porque hoje é o Dia do Blogueiro! E com isso eu tive a oportunidade de conhecer voce.
Tudo de bom! Eu desejo sucesso com este seu lindo trabalho.

Beijos